Nos últimos anos, temos observado uma mudança significativa no mercado imobiliário: um aumento notável do número de mulheres ocupando posições de destaque como síndicas de condomínios. Um estudo recente apurou que o número de síndicas cresceu 22% entre 2018 e 2021, e a tendência é de continuar o crescimento acelerado.
Antigamente, era comum vermos a figura do síndico predominantemente masculina. No entanto, essa realidade está se transformando rapidamente. As mulheres estão assumindo papéis de liderança em diversos setores, e os mercados imobiliário e condominial não são exceções. Hoje, dentre 421 mil síndicos contabilizados no Brasil, 51% são mulheres, tornando-se maioria.
Outro dado que demonstra essa ascensão da presença feminina no mercado profissional advém do relatório Woman In Business 2021, que compara o cenário de 2017 com o presente: em 2017, as mulheres ocupavam cerca de ¼ do mercado, e agora, mundialmente, já chegam a 31% de presença. Esse aumento acelerado impacta também os segmentos condominial e imobiliário, culminando nessa presença cada vez maior das mulheres.
Uma das principais razões para esse aumento é a capacidade das mulheres de trazerem uma abordagem diferenciada à gestão condominial. Com sua habilidade de comunicação empática, senso de organização e capacidade de resolver problemas de forma colaborativa, as síndicas têm conquistado a confiança e o respeito dos condôminos.
Esse movimento rumo a um mercado imobiliário mais feminino é extremamente positivo, pois valoriza a igualdade de oportunidades e reconhece o potencial das mulheres para a gestão condominial. À medida que mais mulheres assumem o papel de síndicas, há uma transformação na forma como os condomínios são administrados, promovendo uma cultura de colaboração, transparência e eficiência.